Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2007
Parlapatice 194 - Bono is God
"U2 vai virar música de igreja na Inglaterra"
O fato de uma igreja usar música laica em seus cultos não tem nada demais, muito pelo contrário. Até hoje não entendo por que não toca Roberto Carlos na missa. Fé, Jesus Cristo, Nossa Senhora. E ainda Os Seus Botões ou Falando Sério, pra falar da Maria Madalena.... Ops, acho que pequei.
O problema é usar música do U2. Mais que isso, o problema é acreditarem nessa história de messianismo do Bono. Ô cara chato! Como a igreja é inglesa e provavelmente não conhece Roberto Carlos, pelo menos poderia usar músicas locais.
Eric Clapton, por exemplo, gravou uma bela canção chamada Presence Of The Lord quando participou de uma banda chamada Blind Faith. (Na capa do disco tem uma menina "de menor" sem roupa, mas não precisa mostrar a foto.) George Harrison gravou My Sweet Lord. John Lennon gravou God. (Nessa música ele diz que não acredita em Jesus, mas vale a referência pelo título.) Sem falar em várias músicas que não são tão explícitas nos títulos, mas poderiam muito bem servir a um culto, como The Needle And The Damage Done, do Neil Young, que é canadense mas deve ser bem conhecido na Inglaterra.
O fato de uma igreja usar música laica em seus cultos não tem nada demais, muito pelo contrário. Até hoje não entendo por que não toca Roberto Carlos na missa. Fé, Jesus Cristo, Nossa Senhora. E ainda Os Seus Botões ou Falando Sério, pra falar da Maria Madalena.... Ops, acho que pequei.
O problema é usar música do U2. Mais que isso, o problema é acreditarem nessa história de messianismo do Bono. Ô cara chato! Como a igreja é inglesa e provavelmente não conhece Roberto Carlos, pelo menos poderia usar músicas locais.
Eric Clapton, por exemplo, gravou uma bela canção chamada Presence Of The Lord quando participou de uma banda chamada Blind Faith. (Na capa do disco tem uma menina "de menor" sem roupa, mas não precisa mostrar a foto.) George Harrison gravou My Sweet Lord. John Lennon gravou God. (Nessa música ele diz que não acredita em Jesus, mas vale a referência pelo título.) Sem falar em várias músicas que não são tão explícitas nos títulos, mas poderiam muito bem servir a um culto, como The Needle And The Damage Done, do Neil Young, que é canadense mas deve ser bem conhecido na Inglaterra.
Marcadores: música
Sábado, 27 de Janeiro de 2007
Parlapatice 193 - O concerto da Ferrari
"Apesar da batida, Massa se diz satisfeito com testes"
Os fãs da Ferrari dizem que o barulho do motor dos carros italianos é música. Ou seja, andar de Ferrari pode ser comparado a assistir a um concerto.
O guri que escreveu esta notícia no G1 levou essa idéia às últimas consequências: o concerto para ele se aplica não só ao motor, mas até à suspensão do carro! Que teve de ser "concertada" após a batida do Massa.
Caso a notícia seja corrigida no futuro, veja abaixo a foto da tela.

Os fãs da Ferrari dizem que o barulho do motor dos carros italianos é música. Ou seja, andar de Ferrari pode ser comparado a assistir a um concerto.
O guri que escreveu esta notícia no G1 levou essa idéia às últimas consequências: o concerto para ele se aplica não só ao motor, mas até à suspensão do carro! Que teve de ser "concertada" após a batida do Massa.
Caso a notícia seja corrigida no futuro, veja abaixo a foto da tela.

Marcadores: português
Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007
SP 453: Os Mutantes
Do nada, ei-los! No lugar de Rita, Zélia Duncan. Estranheza num primeiro momento, claro, mas.... por que não? Sangue novo na banda, com trocadilho - ela deve ter 20 anos a menos que os irmãos Arnaldo e Sérgio Dias Baptista. Na bateria o bom e velho Dinho Leme, o Sir Ronaldo I Du Rancharia. Para acompanhá-los, uma enorme e competente banda.
O show em Londres, distribuído na internet no dia seguinte à apresentação, foi surpreendente. A energia, o vigor, nada fazia lembrar um concerto beneficente em benefício de médicos geriatras. Eles pareciam estar com gana de tocar, de mexer no tesouro plantado há quase 40 anos.
A volta ao Brasil não poderia ser em melhor data: aniversário de São Paulo. No Museu do Ipiranga, onde D. Pedro I teve dor de barriga. (Tom Zé falou isso ao vivo no SPTV, para desespero da repórter!)
Como disse no começo do texto, não era um sonho vê-los ao vivo. Mas, em eles estando reunidos, era algo imperdível. Após quase 15 anos viajando através dos discos, poderia viajar pessoalmente!
A chegada ao Museu não foi muito animadora, muita gente, muita fila, pouco lugar pra estacionar. Este problema foi resolvido com a boa e velha técnica de parar a algumas quadras de distância. Para enfrentar a fila, um pacote de fritas - batatas.
O medo de que a maior parte do público estivesse lá apenas pelo oba-oba logo se mostrou infundado: os adolescentes presentes cantavam Chico Buarque, Raul Seixas, Jorge Ben, além de Mutantes. Ou seja, sabiam o que estavam fazendo ali.
Apesar de grande, a fila andava rapidamente, sem, confusão. À distância o jardim do Museu parecia lotado, mas na verdade não estava mais cheio do que qualquer show de estádio. Não foi difícil chegar perto do palco, a uma distância suficiente para um míope sem óculos identificar os integrantes da banda e suas roupas. Arnaldo entrou vestido de padre, Sérgio de D. Pedro.
Todos com tesão de estar ali, a felicidade estampada em seus rostos. Foi um momento especial para eles e para o público. No repertório, só a fase áurea da banda.
Dom Quixote, Dia 36, Minha Menina, Caminhante Noturno, Tecnicolor, Qualquer Bobagem, Desculpe Babe, Baby, Ave Lúcifer, Le Premier Bonheur du Jour, Cantor de Mambo, A Hora e a Vez do Cabelo Nascer, Top Top, Virgínia. El Justiciero com críticas a Lula. 2001 com a participação de Tom Zé, emocionante. Bat Macumba, enebriante. Sérgio errou a letra da Balada do Louco, que foi repetida após o bis, o que reforça os boatos de que o show seja lançado em DVD (tomara!). Ando Meio Desligado com letra híbrida, metade em inglês, metade em português. No final, Panis et Circensis.
Talvez eu tenha esquecido alguma coisa, mas poucas bandas poderiam fazer um show com 20 músicas desta qualidade, todas acompanhadas em coro pela platéia. Zélia Duncan esteve perfeita, e eu nem sou fã da carreira solo dela. Sérgio se divertiu à beça, tocou ajoelhado, sentado à beira do palco, deitado! Arnaldo cantou três músicas e foi ovacionado. Dinho mandou muito bem.
São Paulo merecia um presente de aniversário como este. 25 de janeiro de 2007 é uma data especial em minha memória.
(A foto lá em cima, que mostra a Zélia, o Tom Zé e o Arnaldo, foi tirada por mim.)
Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2007
Parlapatice 192 - Uma noite no museu
"'Uma Noite no Museu' é pesadelo no cinema"
Assisti a este filme semana passada. Pré-estréia normalmente é sábado à meia-noite, mas este ficou pré-estreando a semana toda, em dois horários.
Por algum motivo não percebi, quando vi o trailer, que o protagonista era interpretado pelo Ben Stiller. Quando vi a cara do sujeito no primeiro minuto do filme, já percebi que seria duro aguentar até o final.
(Na verdade eu nem sabia o nome dele, mas sabia que ele é o típico ator de comédia romântica sem graça. Depois do filme fui pesquisar seu nome só pra não cometer o erro de ver outro filme com ele.)
O trailer é interessante, dá impressão de ser uma comédia leve, boa pra ver nas férias. Mas, como bem definiu o cara que escreveu o texto do Último Segundo, faltou inspiração. As caras e bocas do Ben Stiller são desanimadoras, ele correndo desesperado é tedioso....
A história é legal, mas foi desperdiçada. Assim como o dinheiro do meu ingresso.
Assisti a este filme semana passada. Pré-estréia normalmente é sábado à meia-noite, mas este ficou pré-estreando a semana toda, em dois horários.
Por algum motivo não percebi, quando vi o trailer, que o protagonista era interpretado pelo Ben Stiller. Quando vi a cara do sujeito no primeiro minuto do filme, já percebi que seria duro aguentar até o final.
(Na verdade eu nem sabia o nome dele, mas sabia que ele é o típico ator de comédia romântica sem graça. Depois do filme fui pesquisar seu nome só pra não cometer o erro de ver outro filme com ele.)
O trailer é interessante, dá impressão de ser uma comédia leve, boa pra ver nas férias. Mas, como bem definiu o cara que escreveu o texto do Último Segundo, faltou inspiração. As caras e bocas do Ben Stiller são desanimadoras, ele correndo desesperado é tedioso....
A história é legal, mas foi desperdiçada. Assim como o dinheiro do meu ingresso.
Marcadores: cinema
Parlapatice 191 - iPhone....
Parlapatice 190 - Mega Sena
"Caixa divulga resultado do segundo maior concurso da Mega Sena"
Caco Antibes diria que pobre é uma merda: 70 milhões de apostas! Ô pindaíba! rarara
Tou com pena dos caras responsáveis pelo gerenciamento do sistema de apostas da Caixa. Magina se o sistema usa Windows, tá processando a aposta número 69 milhões e 500 mil, aí trava tudo! Dá-lhe mais 5 horas de atraso.
Se bem que eu queria ganhar essa bolada. Mas não foi dessa vez, deu preguiça de pegar fila na lotérica. Agora, se o prêmio acumular de novo, amanhã já tou na fila!
Caco Antibes diria que pobre é uma merda: 70 milhões de apostas! Ô pindaíba! rarara
Tou com pena dos caras responsáveis pelo gerenciamento do sistema de apostas da Caixa. Magina se o sistema usa Windows, tá processando a aposta número 69 milhões e 500 mil, aí trava tudo! Dá-lhe mais 5 horas de atraso.
Se bem que eu queria ganhar essa bolada. Mas não foi dessa vez, deu preguiça de pegar fila na lotérica. Agora, se o prêmio acumular de novo, amanhã já tou na fila!
Marcadores: brasil
Terça-feira, 9 de Janeiro de 2007
Parlapatice 189 - iPhone
"iPhone"
Finalmente foi lançado o tão aguardado iPhone! Como diria o Avallone: meudeus, exclamação!!!
Não que ele vá substituir meu iPod, pois só cabem 8 Gb de música/vídeo. Mas, em se tratando de um telefone, tá bom demais.
Como qualquer telefone moderno, ele também tira fotos, de 2 MP. Mas a grande diferença, de tirar o fôlego, é a tela. Touchscreen! E a praticidade, típica da Apple. Ô empresa boa pra criar interfaces....
Pena que custa 600 dólares. Mesmo comprando por vias alternativas, sai caro. Nestas horas dá uma vontade de morar num país civilizado....
Finalmente foi lançado o tão aguardado iPhone! Como diria o Avallone: meudeus, exclamação!!!Não que ele vá substituir meu iPod, pois só cabem 8 Gb de música/vídeo. Mas, em se tratando de um telefone, tá bom demais.
Como qualquer telefone moderno, ele também tira fotos, de 2 MP. Mas a grande diferença, de tirar o fôlego, é a tela. Touchscreen! E a praticidade, típica da Apple. Ô empresa boa pra criar interfaces....
Pena que custa 600 dólares. Mesmo comprando por vias alternativas, sai caro. Nestas horas dá uma vontade de morar num país civilizado....
Marcadores: tecnologia
Parlapatice 188 - Amor de verão
"RS cria paródia de Cicarelli na praia"
Esta idéia é muito boa, e as fantasias usadas pelos atores são hilárias. Pena que usuários da Brasil Telecom e da Telefônica não podem ver este vídeo....
Será que a Cicarelli também vai implicar com esta paródia?
Esta idéia é muito boa, e as fantasias usadas pelos atores são hilárias. Pena que usuários da Brasil Telecom e da Telefônica não podem ver este vídeo....
Será que a Cicarelli também vai implicar com esta paródia?
Marcadores: internet
Sexta-feira, 5 de Janeiro de 2007
Parlapatice 187 - Rock and roll
"Os treze (!) discos mais influentes de todos os tempos"
Interessante a lista feita por este rapaz, Marcelo Costa. Principalmente pela deferência ao disco do Led Zeppelin! Sem dúvida um dos discos mais importantes de todos os tempos. Além de ser o primeiro da banda, tem todos os elementos que viriam a ser desenvolvidos nos discos seguintes: blues (muito) pesado, arranjos complexos (as tais guitarras sobrepostas que o Marcelo comenta), psicodelia, virtuose - no bom sentido, habilidade a serviço de alguma coisa, não virtuose nos moldes dos Steve Vai da vida, que não vão muito além de uma mera masturbação guitarrística.
Os outros doze discos também foram muito bem selecionados (veja os outros 10 aqui).
Repare que o disco mais recente é de 1989. Depois disso houve o grunge, com algumas coisas interessantes. E então o rock morreu, pelo menos por hora. Pois, se o futuro do rock é o britpop e o emo, o rock morreu.
Resumindo: Led Zeppelin é a maior banda da história. Beatles não conta, é um capítulo à parte. Ouça Led Zeppelin e Beatles e seja uma pessoa mais feliz.
Interessante a lista feita por este rapaz, Marcelo Costa. Principalmente pela deferência ao disco do Led Zeppelin! Sem dúvida um dos discos mais importantes de todos os tempos. Além de ser o primeiro da banda, tem todos os elementos que viriam a ser desenvolvidos nos discos seguintes: blues (muito) pesado, arranjos complexos (as tais guitarras sobrepostas que o Marcelo comenta), psicodelia, virtuose - no bom sentido, habilidade a serviço de alguma coisa, não virtuose nos moldes dos Steve Vai da vida, que não vão muito além de uma mera masturbação guitarrística.
Os outros doze discos também foram muito bem selecionados (veja os outros 10 aqui).
Repare que o disco mais recente é de 1989. Depois disso houve o grunge, com algumas coisas interessantes. E então o rock morreu, pelo menos por hora. Pois, se o futuro do rock é o britpop e o emo, o rock morreu.
Resumindo: Led Zeppelin é a maior banda da história. Beatles não conta, é um capítulo à parte. Ouça Led Zeppelin e Beatles e seja uma pessoa mais feliz.
Marcadores: rock
