Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008
Mentira
Mentira é uma coisa muito feia. E quando é descarada, pior ainda.
Todo mundo sabe - ou deveria - que produtos "grátis" não existem. Mas às vezes a promoção é interessante, então a gente finge que acredita e movimenta a economia.
Mas é chato quando o "grátis" é sumariamente desmentido, como nessa página do Submarino.

Se o tal violão é "grátis", porque o livro com violão custa R$ 5,50 mais caro que o livro sem brinde?
Todo mundo sabe - ou deveria - que produtos "grátis" não existem. Mas às vezes a promoção é interessante, então a gente finge que acredita e movimenta a economia.
Mas é chato quando o "grátis" é sumariamente desmentido, como nessa página do Submarino.

Se o tal violão é "grátis", porque o livro com violão custa R$ 5,50 mais caro que o livro sem brinde?
Segunda-feira, 23 de Junho de 2008
Parâmetros virtuais (e Tom Zé)
Em janeiro de 2000 eu fiquei positivamente surpreendido por ter conseguido baixar 60 Mb em pouco menos de uma hora.
Em junho de 2008 eu fico ansioso por ter de esperar quase 5 minutos para baixar 91 Mb. Fora as diferenças técnicas - por exemplo, desktop ligado à rede através de um cabo x laptop wi-fi.
Download terminado, é hora de ouvir o disco novo do Tom Zé, disponível "de grátis" no endereço http://albumvirtual.trama.com.br/tomze/index.jsp.
Em junho de 2008 eu fico ansioso por ter de esperar quase 5 minutos para baixar 91 Mb. Fora as diferenças técnicas - por exemplo, desktop ligado à rede através de um cabo x laptop wi-fi.
Download terminado, é hora de ouvir o disco novo do Tom Zé, disponível "de grátis" no endereço http://albumvirtual.trama.com.br/tomze/index.jsp.
Marcadores: cotidiano, internet, música, tecnologia
Sábado, 23 de Junho de 2007
Trilha sonora
A música usada em vídeos pode mudar completamente o sentido das imagens. Este post é sobre uma experiência que fiz neste sentido.
Quase desisti de assistir ao vídeo "F1 Saga" por causa da música chata, mas acabei me rendendo às belas imagens. Então resolvi trocar a Enya (ou coisa que o valha) pelo Deep Purple. Acho que ficou bem mais interessante!
Confira abaixo as duas versões - a original à esquerda, a que eu fiz à direita.
Quase desisti de assistir ao vídeo "F1 Saga" por causa da música chata, mas acabei me rendendo às belas imagens. Então resolvi trocar a Enya (ou coisa que o valha) pelo Deep Purple. Acho que ficou bem mais interessante!
Confira abaixo as duas versões - a original à esquerda, a que eu fiz à direita.
Marcadores: f-1, internet, música
Quinta-feira, 5 de Abril de 2007
Playlist #0795
Ou lista de músicas selecionadas pelo iPod perfeitas para uma véspera de feriado levemente melancólica por conta do frio de outono e da garoa que decretam o fim de um escaldante verão....
Al Green: Let`s Stay Together (Pulp Fiction, nada como uma trilha sonora bem escolhida)
Bruce Springsteen: Streets of Fire (Bruce cantando bêbado)
Grant Green: Bedouin (jazz, mais de 11 minutos)
Richie Havens: Just Like a Woman (you ache just like a woman but you break just like a little girl)
Moby: 18 (o ponto alto da melancolia)
Os The Darma Lóvers: Peixe (peixes são iguais a pássaros, só que cantam sem ruído som que não vai ser ouvido)
The Cardigans: Iron Man (igual à original mas quase irreconhecível)
....ou ainda uma idéia de seleção pro 5a1.
Al Green: Let`s Stay Together (Pulp Fiction, nada como uma trilha sonora bem escolhida)
Bruce Springsteen: Streets of Fire (Bruce cantando bêbado)
Grant Green: Bedouin (jazz, mais de 11 minutos)
Richie Havens: Just Like a Woman (you ache just like a woman but you break just like a little girl)
Moby: 18 (o ponto alto da melancolia)
Os The Darma Lóvers: Peixe (peixes são iguais a pássaros, só que cantam sem ruído som que não vai ser ouvido)
The Cardigans: Iron Man (igual à original mas quase irreconhecível)
....ou ainda uma idéia de seleção pro 5a1.
Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2007
Parlapatice 194 - Bono is God
"U2 vai virar música de igreja na Inglaterra"
O fato de uma igreja usar música laica em seus cultos não tem nada demais, muito pelo contrário. Até hoje não entendo por que não toca Roberto Carlos na missa. Fé, Jesus Cristo, Nossa Senhora. E ainda Os Seus Botões ou Falando Sério, pra falar da Maria Madalena.... Ops, acho que pequei.
O problema é usar música do U2. Mais que isso, o problema é acreditarem nessa história de messianismo do Bono. Ô cara chato! Como a igreja é inglesa e provavelmente não conhece Roberto Carlos, pelo menos poderia usar músicas locais.
Eric Clapton, por exemplo, gravou uma bela canção chamada Presence Of The Lord quando participou de uma banda chamada Blind Faith. (Na capa do disco tem uma menina "de menor" sem roupa, mas não precisa mostrar a foto.) George Harrison gravou My Sweet Lord. John Lennon gravou God. (Nessa música ele diz que não acredita em Jesus, mas vale a referência pelo título.) Sem falar em várias músicas que não são tão explícitas nos títulos, mas poderiam muito bem servir a um culto, como The Needle And The Damage Done, do Neil Young, que é canadense mas deve ser bem conhecido na Inglaterra.
O fato de uma igreja usar música laica em seus cultos não tem nada demais, muito pelo contrário. Até hoje não entendo por que não toca Roberto Carlos na missa. Fé, Jesus Cristo, Nossa Senhora. E ainda Os Seus Botões ou Falando Sério, pra falar da Maria Madalena.... Ops, acho que pequei.
O problema é usar música do U2. Mais que isso, o problema é acreditarem nessa história de messianismo do Bono. Ô cara chato! Como a igreja é inglesa e provavelmente não conhece Roberto Carlos, pelo menos poderia usar músicas locais.
Eric Clapton, por exemplo, gravou uma bela canção chamada Presence Of The Lord quando participou de uma banda chamada Blind Faith. (Na capa do disco tem uma menina "de menor" sem roupa, mas não precisa mostrar a foto.) George Harrison gravou My Sweet Lord. John Lennon gravou God. (Nessa música ele diz que não acredita em Jesus, mas vale a referência pelo título.) Sem falar em várias músicas que não são tão explícitas nos títulos, mas poderiam muito bem servir a um culto, como The Needle And The Damage Done, do Neil Young, que é canadense mas deve ser bem conhecido na Inglaterra.
Marcadores: música
Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007
SP 453: Os Mutantes
Do nada, ei-los! No lugar de Rita, Zélia Duncan. Estranheza num primeiro momento, claro, mas.... por que não? Sangue novo na banda, com trocadilho - ela deve ter 20 anos a menos que os irmãos Arnaldo e Sérgio Dias Baptista. Na bateria o bom e velho Dinho Leme, o Sir Ronaldo I Du Rancharia. Para acompanhá-los, uma enorme e competente banda.
O show em Londres, distribuído na internet no dia seguinte à apresentação, foi surpreendente. A energia, o vigor, nada fazia lembrar um concerto beneficente em benefício de médicos geriatras. Eles pareciam estar com gana de tocar, de mexer no tesouro plantado há quase 40 anos.
A volta ao Brasil não poderia ser em melhor data: aniversário de São Paulo. No Museu do Ipiranga, onde D. Pedro I teve dor de barriga. (Tom Zé falou isso ao vivo no SPTV, para desespero da repórter!)
Como disse no começo do texto, não era um sonho vê-los ao vivo. Mas, em eles estando reunidos, era algo imperdível. Após quase 15 anos viajando através dos discos, poderia viajar pessoalmente!
A chegada ao Museu não foi muito animadora, muita gente, muita fila, pouco lugar pra estacionar. Este problema foi resolvido com a boa e velha técnica de parar a algumas quadras de distância. Para enfrentar a fila, um pacote de fritas - batatas.
O medo de que a maior parte do público estivesse lá apenas pelo oba-oba logo se mostrou infundado: os adolescentes presentes cantavam Chico Buarque, Raul Seixas, Jorge Ben, além de Mutantes. Ou seja, sabiam o que estavam fazendo ali.
Apesar de grande, a fila andava rapidamente, sem, confusão. À distância o jardim do Museu parecia lotado, mas na verdade não estava mais cheio do que qualquer show de estádio. Não foi difícil chegar perto do palco, a uma distância suficiente para um míope sem óculos identificar os integrantes da banda e suas roupas. Arnaldo entrou vestido de padre, Sérgio de D. Pedro.
Todos com tesão de estar ali, a felicidade estampada em seus rostos. Foi um momento especial para eles e para o público. No repertório, só a fase áurea da banda.
Dom Quixote, Dia 36, Minha Menina, Caminhante Noturno, Tecnicolor, Qualquer Bobagem, Desculpe Babe, Baby, Ave Lúcifer, Le Premier Bonheur du Jour, Cantor de Mambo, A Hora e a Vez do Cabelo Nascer, Top Top, Virgínia. El Justiciero com críticas a Lula. 2001 com a participação de Tom Zé, emocionante. Bat Macumba, enebriante. Sérgio errou a letra da Balada do Louco, que foi repetida após o bis, o que reforça os boatos de que o show seja lançado em DVD (tomara!). Ando Meio Desligado com letra híbrida, metade em inglês, metade em português. No final, Panis et Circensis.
Talvez eu tenha esquecido alguma coisa, mas poucas bandas poderiam fazer um show com 20 músicas desta qualidade, todas acompanhadas em coro pela platéia. Zélia Duncan esteve perfeita, e eu nem sou fã da carreira solo dela. Sérgio se divertiu à beça, tocou ajoelhado, sentado à beira do palco, deitado! Arnaldo cantou três músicas e foi ovacionado. Dinho mandou muito bem.
São Paulo merecia um presente de aniversário como este. 25 de janeiro de 2007 é uma data especial em minha memória.
(A foto lá em cima, que mostra a Zélia, o Tom Zé e o Arnaldo, foi tirada por mim.)
